Atividades sobre Tiradentes para o 1º ano ajudam a criança a perceber que existem pessoas e acontecimentos do passado e que o 21 de abril é lembrado por isso. Com linha do tempo, histórias curtas, mapa e teatro, a data deixa de ser “dia de folga” e vira oportunidade de conversar sobre tempo, liberdade e memória.
Quando trabalhar o Dia de Tiradentes?
O 21 de abril é feriado nacional, conforme a Lei nº 662/1949, na redação dada pela Lei nº 10.607/2002. A data lembra Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, associado à Inconfidência Mineira. Como cai em abril, o ideal é preparar o projeto na semana anterior e retomar depois do feriado, perguntando o que as crianças fizeram. Em anos em que a data cai em fim de semana, o trabalho pode acontecer mesmo assim.
Por que trabalhar essa data com crianças pequenas?
No 1º ano, a criança está construindo a noção de tempo: ontem, hoje, antes, muito tempo atrás. A BNCC e as diretrizes de História nos anos iniciais pedem que ela reconheça marcas do passado em objetos, relatos e datas. Tiradentes é uma porta de entrada, ao lado de outras datas cívicas como a Proclamação da República e o Dia da Bandeira. O cuidado é contar a história com delicadeza e sem violência, valorizando ideias e coragem.
Quais atividades sobre Tiradentes fazer?
1. Linha do tempo da turma
Materiais: barbante, prendedores, fotos ou desenhos de momentos da vida da criança, cartão “Tiradentes”.
Passo a passo: pendure o barbante na parede. Cada criança coloca uma foto sua de bebê, de quando começou a andar e de hoje. No fim da linha, o adulto prende um cartão com um desenho de um personagem antigo. Converse: o que acontece primeiro e depois? Há muito tempo, houve pessoas que também sonhavam com mudanças.
Faixa etária: 5 a 7 anos.
Adaptação: quem não tem foto desenha. Evite expor crianças que não queiram. Com menores, use apenas “antes” e “depois”.
2. Roda de história simples
Materiais: livro ilustrado ou cartazes desenhados pelo adulto, mapa do Brasil.
Passo a passo: conte em poucas frases: Tiradentes viveu em Minas Gerais, queria mais liberdade, reuniu amigos, mas o plano foi descoberto. Mostre no mapa onde fica Minas. Pergunte o que significa liberdade para eles e anote as respostas. Evite detalhes sobre punições.
Faixa etária: 5 a 7 anos.
Adaptação: para quem se assusta com histórias, use apenas a parte das ideias e do grupo de amigos. Responda às perguntas com franqueza e simplicidade.
3. Teatro de sombras
Materiais: lençol, lanterna, bonecos de papelão presos em palitos.
Passo a passo: em pequenos grupos, as crianças criam cenas com personagens de papelão atrás do lençol: reunião de amigos, mapa, bandeira. Treinam fala e sequência. Apresentam à turma. A atividade unifica leitura da história e expressão corporal.
Faixa etária: 5 a 7 anos.
Adaptação: quem tem vergonha manipula o boneco sem falar. Em salas claras, use papel vegetal e luz de mesa.
4. Mapa de Minas Gerais
Materiais: mapa do Brasil em papel, tinta, massinha ou grãos de café.
Passo a passo: a criança localiza Minas Gerais, pinta o estado e cola grãos ou massinha para marcar cidades. Conversa-se sobre o que há por lá: montanhas, cidades históricas, comidas. Se a turma for de outro estado, compare: onde fica o nosso e onde fica Minas?
Faixa etária: 5 a 7 anos.
Adaptação: para quem se confunde com mapa, trabalhe com a silhueta recortada. Os maiores escrevem o nome do estado.
5. Bandeira de Minas Gerais
Materiais: papel, lápis de cor, régua, modelo impresso.
Passo a passo: mostre a bandeira de Minas e converse sobre as formas e cores. Cada criança desenha a sua versão. Compare com a bandeira do Brasil e do próprio estado. Não é preciso decorar significados; o foco é observar símbolos e formas.
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: para quem tem dificuldade com régua, use modelos pontilhados. Com menores, pinte uma bandeira já desenhada.
6. O que é um feriado?
Materiais: calendário grande, adesivos, cartões com desenhos de feriados.
Passo a passo: marque no calendário o 21 de abril e outros feriados. Pergunte: o que fazemos em um feriado? Por que existem? Algumas datas lembram pessoas, outras, acontecimentos. Peça que contem o que as famílias costumam fazer. Combine com calendário e dias da semana.
Faixa etária: 5 a 7 anos.
Adaptação: respeite famílias que trabalham em feriados. Evite perguntar “o que seus pais vão fazer?” de modo que gere comparação.
Como organizar uma semana sobre a data?
Segunda: linha do tempo e roda de história. Terça: mapa de Minas. Quarta: bandeiras. Quinta: ensaio e teatro de sombras. Sexta: calendário e conversa sobre feriados. Mantenha as atividades curtas e deixe espaço para perguntas. Pergunte o que a turma ainda quer saber e, se não souber responder, pesquise junto, mostrando que historiadores também estudam e revisam o que sabem.
Como lidar com o vocabulário histórico?
Palavras como inconfidência, colônia e Coroa são distantes dessa idade. Troque por expressões como “um grupo de amigos que queria mudanças”, “o tempo em que o Brasil era governado por Portugal” e “muito tempo atrás”. Se a criança perguntar, explique em uma frase. Registre as palavras novas num cartaz, com um desenho ao lado. Não precisa cobrar a memorização: a ideia é a criança reconhecer o termo quando o encontrar de novo.
Como evitar a heroificação?
A figura de Tiradentes foi muito valorizada ao longo da história, e há debates entre historiadores sobre o papel dele e de outros participantes. Com crianças pequenas, conte uma narrativa simples e pergunte o que elas acham, sem apresentar um único herói perfeito. Mencione que muitas pessoas tiveram ideias sobre como o país poderia ser, e que a história continua sendo estudada. Essa postura prepara o terreno para o pensamento crítico nos anos seguintes.
Como ajustar por idade
| Idade | Foco | Como propor |
|---|---|---|
| 5 anos | Antes e depois | Linha do tempo, roda de história |
| 6 anos | Localizar | Mapa de Minas, bandeira |
| 7 anos | Narrar | Teatro, frases curtas |
Como registrar o projeto?
Monte um painel com a linha do tempo, o mapa de Minas e as bandeiras. Peça que cada criança escolha uma imagem e conte, com as próprias palavras, o que aprendeu. Anote as falas ao lado. Guarde algumas frases para comparar mais tarde, quando a turma estudar outras datas cívicas. Esse registro mostra a evolução da noção de tempo e de narrativa, que é o foco do 1º ano, e serve de base para conversas com as famílias.
Quais cuidados tomar?
Conte a história sem imagens violentas e sem explorar a execução. Se algum aluno fizer perguntas sensíveis, responda com honestidade e brevidade. Não use lanternas apontadas aos olhos. Em encenações, evite fantasias que reforcem estereótipos. Respeite as famílias de diferentes crenças e opiniões políticas, sem partidarizar.
O que observar nas crianças
Veja se a criança usa palavras como “antigamente” e “depois”, se localiza Minas no mapa e se consegue contar a história com suas palavras. Registre falas, como “ele queria que todo mundo fosse livre”.
Como articular com outras áreas?
A data pode se conectar à matemática, com a contagem de dias até o feriado; à geografia, com o mapa do Brasil e o estado de Minas; e às artes, com a bandeira e o teatro de sombras. No 1º ano, escrever uma frase sobre o que aprendeu também reforça a alfabetização. Mantenha o fio condutor claro e evite sobrecarregar: duas ou três áreas bem trabalhadas rendem mais do que muitas atividades soltas.
Para continuar
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Quando é o feriado de Tiradentes?
É em 21 de abril, feriado nacional previsto na Lei nº 662/1949, na redação dada pela Lei nº 10.607/2002. A data lembra Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e a Inconfidência Mineira, movimento do final do século XVIII. Na escola, vale explicar com linguagem simples e sem detalhes violentos.
Como contar a história de Tiradentes para crianças de 6 anos?
Conte como uma história curta: um homem de Minas Gerais queria um Brasil com mais liberdade, reuniu amigos, mas o plano foi descoberto e ele foi punido. Evite detalhes de violência. Foque em coragem, ideias e em como pessoas podem querer mudanças. Use imagens e mapas para apoiar a narrativa.
É preciso trabalhar datas e nomes históricos no 1º ano?
Não é preciso memorizar. O objetivo é perceber que existiram pessoas e acontecimentos no passado e que algumas datas são lembradas. Foque em antes e depois, em relatos orais e em objetos. Datas e nomes entram como referências, não como cobrança de prova.
Como lidar com visões diferentes sobre Tiradentes?
A historiografia discute o papel dele e de outros inconfidentes. Na educação infantil e no 1º ano, apresente a história de forma simples e honesta, sem heroificar nem desqualificar. Se a criança perguntar mais, diga que historiadores estudam e que existem várias versões, e proponha pesquisar juntos.
Fontes e referências
- Planalto — Lei nº 662, de 6 de abril de 1949 (feriados nacionais)
- MEC — Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental
- MEC — Caderno de práticas da Educação Infantil (BNCC)
As propostas práticas são exemplos editoriais do projeto. Não representam certificação pedagógica nem recomendação clínica. Conheça nossa política editorial e envie uma correção.




