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Por habilidade · 5 a 7 anos

Números de 1 a 20 para imprimir: como ensinar a contar

Números de 1 a 20 para imprimir e ensinar: como passar do 10 ao 20, trabalhar a sequência numérica e fazer jogos de contagem com materiais simples.

Para começar

Para ensinar os números de 1 a 20, comece contando objetos reais, associe cada quantidade ao algarismo e só depois avance para a escrita. A passagem do 10 ao 20 costuma exigir atenção, porque os nomes dos números mudam de padrão. Folhas para imprimir ajudam como apoio, desde que venham depois de jogos concretos e sejam feitas com o adulto por perto.

Números de 1 a 20 para imprimir ajudam a registrar e revisar a contagem, mas o aprendizado começa antes, com objetos reais. A criança conta, associa a quantidade ao algarismo, percebe a sequência e só então escreve. A faixa do 11 ao 20 exige mais atenção, porque os nomes mudam de padrão e a escrita ganha dois dígitos.

A BNCC propõe, na educação infantil, que a criança estabeleça relações entre números e quantidades, e no 1º ano avance na contagem e na leitura de números. Isso acontece nas brincadeiras e nas situações cotidianas. Para começar com os primeiros numerais, veja o guia de atividades com numerais; este texto trata especificamente de passar do 10 ao 20.

Em que ordem ensinar os números até 20?

Uma progressão possível, adaptável ao grupo, está na tabela.

EtapaO que a criança fazExemplo
1. Contagem oralRecita a sequênciaUma música com os números
2. Contagem de objetosAponta e conta um a um12 tampinhas
3. Quantidade e numeralLiga o número à quantidadeCartão 15 com 15 pontos
4. SequênciaOrdena números embaralhadosCartões de 1 a 20
5. EscritaTraça e escreve o algarismoFolha de traçado
6. Antes e depoisDiz o vizinho de um númeroO que vem depois do 14?

O que muda do 10 ao 20?

Do 1 ao 10, cada número tem um nome próprio. Do 11 ao 19, os nomes são irregulares e precisam ser memorizados. A partir do 20, o padrão se repete (vinte e um, vinte e dois). Visualmente, o 10 também introduz a ideia de agrupar: uma dezena e algumas unidades. Mostre com materiais, por exemplo, um grupo de 10 tampinhas ao lado de mais 3 para formar 13. Essa ideia prepara o terreno para o valor posicional, tema do guia de dezenas e unidades.

Atividade 1: Escada de contagem no chão

Materiais: fita-crepe, cartões grandes com os números de 1 a 20.

Passo a passo: cole a fita formando uma escada de 20 degraus, cada um com um número. A criança pula de degrau em degrau, dizendo o número em voz alta. Depois, peça que pule até o 8, volte ao 5 e avance até o 12. Troque comandos: “vá para o número que vem depois do 14”.

Faixa etária: 4 a 7 anos. Adaptação: comece até 10 e amplie. Para crianças que se cansam, use apenas uma parte da escada por vez.

Atividade 2: Pegue a quantidade

Materiais: 20 tampinhas grandes, uma folha com quadros numerados, dado.

Passo a passo: a criança lança o dado duas vezes e soma o resultado contando as tampinhas, até chegar a um número entre 2 e 12. Em seguida, coloca as tampinhas no quadro correspondente. Para chegar a 20, jogue com dois dados e acumule pontos por rodada, cobrindo o quadro quando completa.

Faixa etária: 5 a 7 anos. Adaptação: use um só dado no início. Tampinhas pequenas exigem supervisão para que não sejam levadas à boca.

Atividade 3: Cartões de sequência

Materiais: 20 cartões com os números de 1 a 20 (use a folha de números como modelo), cartolina.

Passo a passo: embaralhe os cartões e peça que a criança os ordene. Retire um cartão e pergunte qual está faltando. Depois, esconda dois e faça o mesmo. Uma variação é montar uma “fila de números” na parede e conferir com o grupo.

Faixa etária: 5 a 7 anos. Adaptação: comece com 10 cartões e complete 20 depois. Quem erra a ordem pode conferir com uma tira numerada de apoio.

Atividade 4: Escreva com o dedo e com o lápis

Materiais: bandeja com areia fina ou sal grosso (apenas para traçar, sem ingerir), lápis, folha de traçado.

Passo a passo: a criança desenha cada algarismo com o dedo na bandeja, dizendo o nome do número. Em seguida, repete na folha pontilhada, acompanhando o sentido do traçado. Apague e recomece com tranquilidade. Veja o guia de traçado de letras para dicas de postura e pegada do lápis.

Faixa etária: 5 a 7 anos. Adaptação: quem escreve inverso pode usar setas indicando onde começar o traço. Para quem se cansa, alterne com massinha.

Atividade 5: Bingo até 20

Materiais: cartelas com 6 números entre 1 e 20, marcadores, saquinho com números.

Passo a passo: sorteie um número, leia e peça que as crianças procurem na cartela. A cada acerto, marcam. Quem completar a cartela vence. Depois, jogue de novo pedindo a quantidade em vez do número (por exemplo, “quinze”).

Faixa etária: 5 a 7 anos. Adaptação: use cartelas diferentes por nível. Marcadores pequenos só com supervisão.

Atividade 6: Contagem no dia a dia

Materiais: nenhum, apenas situações da rotina.

Passo a passo: transforme momentos comuns em contagem. Conte os degraus da escada, os talheres da mesa, as maçãs da feira, os carros vermelhos da rua. Antes de contar, pergunte: “Quantos você acha que são?”. Depois confira, tocando em cada item. Aos poucos, peça quantidades maiores, até chegar a 20, e pergunte quantos faltam para completar.

Faixa etária: 4 a 7 anos. Adaptação: use grupos pequenos e organizados em fila, que facilitam a contagem; para quem avança, misture grupos soltos, que exigem um método para não contar duas vezes. Esse tipo de proposta mostra que os números servem para resolver situações reais.

Como incluir o corpo e a música na contagem?

Cantigas como “Um, dois, feijão com arroz” e jogos de palmas ajudam a decorar a sequência com ritmo. Vale também contar pulos, passos e batidas de tambor. O corpo grava a sequência e dá prazer à tarefa. Combine uma música de contagem de 1 a 10 e outra de 11 a 20, e deixe a criança escolher os gestos. Alterne cantos mais agitados e momentos tranquilos para que a atenção se mantenha. O guia de atividades de contagem traz outras brincadeiras de roda e de movimento que podem acompanhar este trabalho.

Como usar as folhas de números sem cansar a criança?

Folhas impressas servem melhor como fechamento de uma proposta. Depois de contar objetos e jogar, a criança registra o que viveu. Prefira uma ou duas folhas por vez, com bastante espaço e números grandes. Celebre o esforço, não só o acerto, e converse sobre o que ela notou. O guia de matemática na educação infantil mostra como integrar contagem, formas e medidas na rotina.

Quanto tempo dedicar por dia?

Dez a quinze minutos de contagem bem aproveitada rendem mais do que uma hora de folhas. Escolha um momento em que a criança esteja descansada, comece com algo que ela já domina para ganhar confiança e termine com uma brincadeira. Três ou quatro vezes por semana costuma bastar. Se ela pedir para repetir um jogo, deixe, porque a repetição consolida a sequência. Se estiver cansada, pare e retome no dia seguinte, sem cobrança.

Que dificuldades são comuns?

  • Pular números na sequência: volte à escada e conte devagar, apontando.
  • Contar sem correspondência, falando mais números que objetos: ensine a tocar cada item uma vez só.
  • Confundir 12 e 21: use cartões lado a lado e comente a ordem dos algarismos.
  • Cansaço: reduza o tempo e traga um jogo de movimento.

Se a criança apresentar dificuldades persistentes com números, mesmo com apoio concreto, converse com o professor, que poderá indicar a avaliação psicopedagógica, se for o caso.

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Perguntas frequentes

Com que idade a criança aprende a contar até 20?

Não há idade exata. Muitas crianças contam até 10 por volta dos 4 ou 5 anos e avançam até 20 ao longo da pré-escola e do 1º ano. O mais importante é que a contagem tenha sentido, com objetos reais, e que respeite o ritmo de cada criança.

Por que o 11, o 12 e o 13 são tão difíceis?

Porque os nomes onze, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito e dezenove não seguem o padrão dezena mais unidade que aparece depois do vinte. A criança precisa memorizar esses nomes, e o apoio visual com materiais concretos facilita essa etapa.

Folhas impressas de números substituem os jogos?

Não. As folhas funcionam como registro e revisão, depois que a criança contou objetos e brincou com os números. Sem a experiência concreta, o papel vira repetição sem sentido. Alterne folhas curtas com jogos, músicas e situações do dia a dia, como contar degraus ou talheres.

A criança escreve o número invertido. É preocupante?

Inversões de algarismos são comuns na fase inicial da escrita e costumam diminuir com a prática, o traçado guiado e a atenção ao sentido do movimento. Se persistirem por muito tempo ou vierem acompanhadas de outras dificuldades, converse com o professor para avaliar o acompanhamento mais adequado.

Fontes e referências

  1. MEC — Base Nacional Comum Curricular (Educação Infantil e Ensino Fundamental)
  2. MEC — Caderno de práticas, Educação Infantil
  3. UNICEF — Desenvolvimento infantil

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