Atividades do Dia dos Avós na educação infantil valorizam a memória, o afeto e a escuta entre gerações. A criança conversa, desenha, cozinha e brinca com quem tem mais história para contar. Como as famílias são diversas, as propostas abaixo funcionam também com avós de coração, tios, vizinhos ou outros adultos queridos.
Quando trabalhar o Dia dos Avós?
A data é 26 de julho. Ela tem origem na tradição católica, que celebra Sant Ana e São Joaquim como os pais de Maria, e foi ganhando um caráter laico em escolas e comunidades de diferentes crenças. Não é feriado e a forma de comemorar varia. Em muitas escolas, o encontro acontece perto do fim de julho, que coincide com as férias de meio de ano; nesse caso, vale antecipar para a semana anterior ou deixar para o retorno em agosto.
Em casa, qualquer dia serve. Uma ligação, uma receita, um álbum de fotos já criam um momento significativo. O importante é a presença e a escuta, não o valor do presente. Para outras ideias sobre vínculos familiares, veja o guia de atividades sobre família.
Por que a data cabe na educação infantil?
A Base Nacional Comum Curricular destaca o convívio com diferentes pessoas, o respeito às histórias de cada família e o reconhecimento da própria identidade. Conversar com avós amplia o vocabulário, estimula a memória e dá à criança a noção de que a vida tem tempo e passado. Também fortalece o sentimento de pertencimento, algo que conversa com o trabalho de identidade.
Vale um cuidado: nem toda criança tem avós vivos, próximos ou presentes. Use a expressão “pessoas que cuidam de mim” sempre que possível, e deixe o convite aberto para quem a criança considerar especial.
Quais atividades do Dia dos Avós fazer?
1. Entrevista curta
Materiais: papel, lápis, gravador de áudio do celular (opcional), uma folha com 3 perguntas ilustradas.
Passo a passo: a criança, com ajuda de um adulto, faz perguntas como “qual era sua brincadeira favorita?”, “onde você morava?” e “o que você comia na sua festa de aniversário?”. Anote ou grave as respostas. Depois, em sala, cada um conta uma curiosidade para a turma. A atividade desenvolve escuta e oralidade.
Faixa etária: 4 a 6 anos.
Adaptação: para crianças tímidas, a entrevista pode ser feita por áudio. Se os avós moram longe, use ligação ou mensagem. Quem não tem avós próximos entrevista outro adulto.
2. Retrato com moldura
Materiais: papel grosso, tinta guache ou lápis de cor, papelão, cola.
Passo a passo: a criança desenha o retrato do avô ou da avó e decora a moldura com formas, folhas ou macarrões colados. Peça que descreva o que desenhou: cor do cabelo, roupa, sorriso. O adulto escreve a legenda ditada. O resultado pode ser pendurado em um mural ou levado para casa.
Faixa etária: 3 a 6 anos.
Adaptação: os menores podem rabiscar e carimbar as mãos. Se desenhar a pessoa for difícil, a criança desenha um objeto que lembre essa pessoa.
3. Receita da família
Materiais: ingredientes simples e seguros (como frutas para salada), tigelas, colheres, avental.
Passo a passo: convide um avô ou outro adulto para contar uma receita de família e montar com as crianças algo simples, como uma salada de frutas ou um bolo de caneca preparado antes. Cada criança participa mexendo, medindo ou decorando. Fale sobre cores, cheiros, quantidades, o que casa com alimentação saudável.
Faixa etária: 3 a 6 anos.
Adaptação: confirme alergias com antecedência. Crianças com seletividade alimentar podem participar apenas tocando ou cheirando, sem obrigação de provar.
4. Brincadeiras de antigamente
Materiais: corda, pedrinhas lisas e grandes, giz, bolinhas de pano.
Passo a passo: os avós ensinam brincadeiras da infância: amarelinha, cantigas de roda, adoleta, cinco-marias adaptado. Registre as regras em um cartaz. Compare com o que as crianças brincam hoje. Para ideias de movimento, veja brincadeiras sem telas.
Faixa etária: 4 a 6 anos.
Adaptação: adapte para quem tem mobilidade reduzida, com versões sentadas. Substitua pedrinhas por saquinhos de tecido para os menores, evitando engasgos.
5. Objeto antigo para conversar
Materiais: um objeto levado pela família (relógio, caneca, foto) e uma caixa para guardar.
Passo a passo: cada criança traz, se possível, algo antigo que tenha história e conta aos colegas por que é especial. A turma compara: de que material é, como se usava, o que ainda existe hoje. É uma maneira de falar de tempo e mudanças.
Faixa etária: 5 a 6 anos.
Adaptação: quem não pode trazer um objeto traz uma foto ou um desenho dele. Cuide para que nenhum objeto valioso se perca ou quebre.
6. Cartão de pop-up simples
Materiais: papel dobrado, canetas, adesivos, recortes de revista.
Passo a passo: a criança faz um cartão com uma figura que se levanta ao abrir (um coração, uma flor), ou um cartão com uma mensagem de carinho. O adulto escreve o que for ditado. Ela entrega pessoalmente ou envia pelo correio, o que acrescenta a experiência de postar uma carta.
Faixa etária: 4 a 6 anos.
Adaptação: nos menores, o cartão pode ser só uma folha com mãozinha carimbada. Para quem prefere não desenhar, ofereça adesivos.
Como ajustar por idade
| Idade | Foco | Como propor |
|---|---|---|
| 3 anos | Carinho e sensações | Mão carimbada, cartão com adesivos, abraço |
| 4 anos | Perguntar e contar | Entrevista curta, brincadeira de roda |
| 5 anos | Comparar passado e presente | Objeto antigo, cartaz de brincadeiras |
| 6 anos | Registrar | Entrevista escrita, receita com legenda |
Quais cuidados tomar?
Convide os avós com antecedência, informe o roteiro e a duração (30 a 45 minutos costuma bastar). Tenha cadeiras confortáveis e um espaço sem degraus ou obstáculos, pensando na mobilidade de quem vem. Evite pedir que as crianças subam em colos o tempo todo e fique atento ao cansaço de todos. Confirme alergias e restrições antes de qualquer atividade com comida.
Cuide da emoção: algumas crianças perderam avós, e a data pode trazer saudade. Acolha o que surgir, ofereça um espaço de silêncio e evite perguntas como “por que seu avô não veio?”. O guia de atividades sobre emoções ajuda a conversar sobre esses sentimentos.
O que observar nas crianças
Repare se a criança faz perguntas, relata fatos com sequência (primeiro, depois), reconhece parentescos e se emociona ao falar de alguém. Anote falas espontâneas, como “minha vó faz bolo com cheiro de canela”, que são ricas para o trabalho de linguagem. Essas lembranças também podem virar o mural da turma.
Como levar o tema para casa
Convide as famílias a registrar uma história: um áudio curto, uma foto antiga com legenda ou uma receita. Quem não tem acesso a tecnologia pode fazer uma conversa e trazer um desenho. A participação nunca deve depender de compras. A ideia é ouvir e valorizar, não produzir um enfeite.
Como organizar o encontro com os avós?
Se a escola recebe os convidados, uma estrutura simples costuma funcionar: recepção com música suave, apresentação rápida das crianças, uma das atividades acima feita em duplas de criança e adulto, lanche leve e despedida com o cartão. Reserve cadeiras confortáveis, água e um espaço para quem quiser descansar. Prepare também uma alternativa para crianças cujo convidado não pôde vir, como outro adulto da escola, para que ninguém fique sozinho no momento principal do encontro.
Para continuar
Aprofunde o tema em atividades sobre família, atividades de identidade e brincadeiras em casa. O jogo da memória gratuito em amostras é complementar e não é específico desta data.
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Quando é o Dia dos Avós e por que nessa data?
O Dia dos Avós é lembrado em 26 de julho. A data vem da tradição católica, que celebra nesse dia Sant Ana e São Joaquim, considerados os pais de Maria e, por isso, avós de Jesus. Hoje a data é celebrada também de forma laica, em escolas e famílias de diferentes crenças.
E se a criança não conviver com os avós?
Acolha sem constranger. Ofereça alternativas: homenagear uma pessoa querida mais velha, um vizinho, um tio ou um cuidador, ou simplesmente falar de pessoas que cuidam. Evite pedir fotos ou presentes obrigatórios e permita que a criança escolha a quem dedicar o trabalho.
Que lembrancinhas simples a criança pode fazer para os avós?
Cartão com desenho, moldura de papelão, mão carimbada, marcador de livro, desenho-retrato ou um gravador de áudio com uma mensagem. O valor está no gesto e na participação da criança. Evite lembrancinhas com peças pequenas, vidros ou tintas que não sejam próprias para crianças.
Como incluir avós que não podem ir à escola?
Combine entrevistas por telefone, mensagens de áudio ou vídeo curtos e cartas. A criança pode gravar perguntas e depois mostrar as respostas à turma. Respeite a vontade e a privacidade das famílias, sem divulgar imagens dos avós fora do grupo combinado.
Fontes e referências
- MEC — Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental
- UNICEF Brasil — Desenvolvimento infantil
- MEC — Caderno de práticas da Educação Infantil (BNCC)
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