Atividades de história para o 1º ano começam pela criança: seu nome, sua família, o que mudou desde o nascimento. Linha do tempo com fotos ou desenhos, caixa de memórias e comparação de objetos antigos e atuais ajudam a perceber que o tempo passa e que as coisas mudam.
Aos 6 e 7 anos, o tempo ainda é uma ideia difícil de abstrair. A criança entende “ontem” e “amanhã”, mas “há cem anos” não significa muito. Por isso, o 1º ano trabalha com escalas pequenas: o dia, a semana, a vida dela. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define as áreas do Ensino Fundamental, e o currículo de cada rede detalha o que se espera em história. Confira o documento da sua escola antes de planejar.
Por que começar a história pela vida da criança?
Porque ela é a fonte mais próxima e mais significativa. Quando a criança conta de onde veio o nome, em que lugar nasceu ou como era quando bebê, ela pratica o que o historiador faz: perguntar, buscar fontes, ordenar acontecimentos. Esse caminho se liga ao trabalho de identidade e prepara terreno para conceitos mais amplos nos anos seguintes.
Quais atividades de história funcionam no 1º ano?
1. Linha do tempo da minha vida
Materiais: barbante, prendedores, fotos ou desenhos, papel e lápis.
Passo a passo: a criança escolhe quatro ou cinco momentos: nascimento, primeiro passo, entrada na escola, aniversário recente, hoje. Se não houver fotos, ela desenha. Prenda os registros no barbante, em ordem. Pergunte: o que veio primeiro? O que mudou do começo para o fim? Cada um apresenta sua linha para a turma.
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: para quem escreve pouco, o adulto anota a frase ditada. Para quem avança, acrescente a idade em cada etapa. Em famílias sem fotos, use relatos e objetos.
2. Caixa de memórias
Materiais: caixa de sapato, papel, canetinhas, objetos pequenos que a criança escolhe.
Passo a passo: a criança decora uma caixa e coloca dentro itens que contam algo sobre ela: um brinquedo, um desenho, uma folha de que gosta. Em roda, cada um mostra um objeto e conta por que ele importa. A turma faz perguntas curtas: quando você ganhou? Quem estava junto?
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: para crianças tímidas, permita mostrar o objeto sem falar muito, ou conversar em dupla. Evite comparar valores: o objeto pode ser simples.
3. Antigo e atual
Materiais: objetos ou imagens (telefone, ferro de passar, lanterna), duas folhas ou duas caixas rotuladas.
Passo a passo: apresente pares de objetos que cumprem a mesma função em épocas diferentes. A criança observa, descreve e aponta semelhanças e diferenças. Depois, entrevista alguém mais velho: o que você usava quando era criança? Registre uma frase ou desenho. Combine com brinquedos e brincadeiras antigas.
Faixa etária: 6 a 8 anos.
Adaptação: quando não há adulto disponível para entrevista, leve fotografias ou vídeos curtos à sala. Para quem lê, escreva um pequeno cartão com a descrição.
4. Quem faz parte da minha família
Materiais: papel, lápis de cor, adesivos ou recortes.
Passo a passo: em vez de uma árvore formal, proponha “meu grupo de cuidado”: quem mora comigo, quem me ajuda, quem eu visito. A criança desenha cada pessoa e escreve ou dita o nome. Converse sobre o fato de que as famílias são diferentes e que todas merecem respeito.
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: aceite desenhos de animais de estimação, vizinhos ou educadores como parte do grupo. Se a criança prefere não falar da família, ofereça o tema “meus amigos” ou “minha turma”.
Como organizar a sequência?
| Etapa | Pergunta central | Registro possível |
|---|---|---|
| Hoje | O que eu faço no meu dia? | Desenho do dia |
| Semana | O que acontece primeiro e depois? | Quadro da semana |
| Vida | O que mudou desde que nasci? | Linha do tempo |
| Antes | Como eram as coisas antigas? | Comparação de objetos |
Como adaptar para diferentes realidades?
Algumas crianças moram com avós, outras em casa de acolhimento, outras com dois lares. A proposta de história precisa acolher todas. Troque “família” por “pessoas importantes” quando necessário e evite tarefas que dependam de recursos (impressão de fotos, entrevistas longas). Ofereça alternativas na escola. Para crianças com autismo, o apoio visual da sequência, com cartões numerados, reduz a ansiedade e ajuda a seguir a linha do tempo.
Como a história se liga a outras áreas?
Com língua portuguesa, a criança pratica narrar e escrever sobre si. Com matemática, conta anos e compara idades. Com calendário e dias da semana, organiza a noção de tempo curto. Uma boa prática é terminar com uma frase simples: “Quando eu era bebê, eu… Agora eu…”. Esse padrão constrói a ideia de mudança. Para um panorama geral do ano, veja as atividades do 1º ano.
Quais cuidados ter?
Evite expor a criança a perguntas dolorosas, como luto, separações ou ausência de pessoas. Nunca peça comparação de bens. Ao trabalhar com relatos de adultos, combine com a família e valorize a escuta. Nos objetos antigos, escolha itens seguros, sem pontas ou riscos de quebra.
Como trabalhar a ideia de passado e presente com poucos recursos?
Nem toda escola tem museu por perto, e isso não impede a aprendizagem. O próprio prédio escolar já conta uma história: quando foi construído, quem trabalhou ali, o que mudou. Convide uma funcionária mais antiga, um avô ou uma vizinha para uma conversa de dez minutos. Antes, a turma prepara duas ou três perguntas e treina a escuta. Depois, cada criança desenha um detalhe que lembrou. Com fotografias antigas da cidade, impressas ou projetadas, a comparação com o presente ganha concretude: o que continua igual? O que desapareceu? O que apareceu de novo? Essa conversa é o centro da atividade, e o registro vem como complemento.
Como acompanhar a evolução sem cobrar datas?
No 1º ano, saber ordenar acontecimentos importa mais do que decorar anos. Observe se a criança usa “antes”, “depois” e “enquanto” ao contar algo, se consegue colocar três cartões em sequência e se reconhece que a vida dela mudou. Guarde a linha do tempo do início e a do fim do semestre para comparar. Pergunte: “o que você sabe fazer hoje que não sabia fazer no começo do ano?”. As respostas revelam noção de tempo e também autoestima, dois ganhos que a disciplina de história pode oferecer.
Quais erros evitar nas atividades de história?
Evite pedir a árvore genealógica completa, que deixa de fora muitas famílias e pode expor situações delicadas. Evite histórias de heróis e datas cívicas como ponto de partida, pois ainda não fazem sentido nessa idade. Evite também corrigir a memória da criança: se a lembrança dela difere da do adulto, vale conversar sobre as versões em vez de decidir quem tem razão. Por fim, evite atividades de colagem demoradas que ocupem toda a aula e deixem a conversa de lado.
Como envolver a família sem sobrecarregar?
Um bilhete curto basta: peça que a criança traga, se possível, um objeto pequeno ou uma lembrança contada por alguém querido. Deixe claro que é opcional e que quem não puder participar terá uma alternativa na escola. Agradeça a todos, mostre o que foi produzido e devolva os objetos com cuidado. Assim, a família se sente parte do processo sem que a atividade vire cobrança.
Quer folhas de apoio para registrar?
Atividades de história ganham com registros simples de ordem e memória. O Genesis Kids Atividades é um acervo digital em PDF para imprimir, a partir de R$ 19,90, com folhas de memória, sequência, formas e outras habilidades que servem de apoio. Conheça a página do produto e experimente primeiro as folhas gratuitas em amostras. Mais ideias em Por habilidade.
Mais propostas, no mesmo lugar.
Um acervo digital de atividades para selecionar, baixar e imprimir. Escolha entre o material principal e o plano com complementos, conforme a sua rotina. Conheça a oferta, veja o que está incluído e escolha com calma.
a partir de R$ 19,90
Conhecer os planos Genesis Kids Perguntas frequentes
O que se ensina de história no 1º ano?
Em geral, a história da própria criança e de sua família, a ideia de tempo (antes, agora, depois), a comparação entre o passado e o presente e a vida em diferentes grupos, como a escola e a comunidade. O detalhamento varia conforme o currículo da rede, então confira o material da escola.
Como explicar linha do tempo para criança de 6 anos?
Use a própria vida dela. Prenda fotos ou desenhos em um barbante, do nascimento aos 6 anos, na ordem em que aconteceram. Fale em "antes" e "depois" e evite datas exatas no começo. Marcar eventos do dia, da semana e do ano também ajuda a ganhar noção de sequência.
E se a família não tem fotos ou não conhece a história?
Ofereça outras fontes: objetos, relatos orais, desenhos e lembranças do que a criança já viveu. A proposta pode partir da história na escola. Nunca exija foto, árvore genealógica completa ou parentes específicos, porque as composições familiares e as histórias de vida são muito diversas.
Atividades de história precisam de folhas impressas?
Não necessariamente. O núcleo da aprendizagem está na conversa, na observação de objetos e no registro livre. Folhas de sequência e memória podem servir de apoio para ordenar acontecimentos, mas entram depois da vivência, como ferramenta de registro e não como atividade principal.
Fontes e referências
- MEC — Base Nacional Comum Curricular (Educação Infantil e Ensino Fundamental)
- UNICEF Brasil — Desenvolvimento infantil
As propostas práticas são exemplos editoriais do projeto. Não representam certificação pedagógica nem recomendação clínica. Conheça nossa política editorial e envie uma correção.




