Atividades de ciências para o 1º ano devem partir de perguntas e de materiais que a criança possa tocar, observar e comparar. Classificar objetos, explorar o corpo, acompanhar uma planta e comparar animais ensinam a investigar de forma simples, com registro por desenho e frases curtas.
Aos 6 e 7 anos, a criança já faz perguntas do tipo “por que a água some?” ou “de onde vem a semente?”. O trabalho de ciências no 1º ano aproveita essa curiosidade para construir hábitos: observar com atenção, levantar uma ideia, testar e contar o que viu. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o Ensino Fundamental por áreas e a rede de ensino detalha o conteúdo de cada ano, então o planejamento da escola é a referência principal.
Como iniciar uma investigação com crianças do 1º ano?
Siga um roteiro curto e repetido: pergunta, palpite, teste, resultado. O adulto lança a pergunta (“o que afunda e o que boia?”), a criança fala o que acha, testa e anota. Mesmo quando o palpite erra, a conversa vale: “o que você percebeu de diferente?”. Essa lógica serve a qualquer tema e se conecta ao panorama de atividades de ciências da educação infantil.
Quais atividades de ciências fazer no 1º ano?
1. Boia ou afunda?
Materiais: bacia com água, objetos seguros e grandes (rolha, colher de plástico, folha, borracha, pedra lisa), folha de registro.
Passo a passo: a criança escolhe um objeto, diz se vai boiar ou afundar e coloca na água. Registra com uma marca em duas colunas. Depois, agrupa os objetos que boiam e os que afundam e tenta descobrir o que eles têm em comum. Peça que explique com as próprias palavras.
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: para crianças que ainda não escrevem, use figuras dos objetos para colar nas colunas. Mantenha objetos pequenos fora do alcance e enxugue a água do chão.
2. Meus cinco sentidos em ação
Materiais: sacos de pano, objetos com texturas, frutas inteiras, vendas macias, sons gravados ou instrumentos simples.
Passo a passo: monte estações: tocar sem ver, ouvir e adivinhar, cheirar ervas, observar com lupa. A criança passa por cada uma e registra o que sentiu. Ao final, conversa: qual sentido usou mais? Veja o guia de cinco sentidos para ampliar as estações.
Faixa etária: 6 a 8 anos.
Adaptação: respeite a sensibilidade a cheiros, sons e texturas, e deixe a criança recusar uma estação. Cheirar apenas, sem provar. Atenção a alergias e a objetos pequenos.
3. Diário de uma planta
Materiais: copo transparente, algodão, feijão ou milho, água, régua, folha de registro.
Passo a passo: coloque a semente no algodão úmido, dentro do copo, em lugar claro. A cada dois dias, a criança observa, mede com a régua e desenha. No fim de duas semanas, compare os desenhos em sequência e converse sobre o que a planta precisa para crescer. Mais detalhes em plantas e sementes.
Faixa etária: 6 a 7 anos.
Adaptação: para crianças com pouca paciência, divida em três marcos (dia 1, dia 7, dia 14). Se a semente não brotar, use o resultado como pergunta: o que pode ter faltado?
4. Classificar seres vivos e não vivos
Materiais: figuras ou objetos (planta, pedra, inseto de brinquedo, brinquedo de carrinho), duas caixas rotuladas.
Passo a passo: a criança separa o que é vivo do que não é e justifica. Depois, discute os casos difíceis, como a semente ou o fogo, sem pressa de resposta pronta. Uma lista com “o que os seres vivos fazem” (crescem, se alimentam, se reproduzem) resume a conversa.
Faixa etária: 6 a 8 anos.
Adaptação: para quem precisa de apoio, use poucas figuras e critérios visuais, como “mexe sozinho?”. Em casa, a caminhada no quintal ou na praça fornece exemplos reais.
O que observar no desenvolvimento científico da criança?
| Sinal | O que significa | Como apoiar |
|---|---|---|
| Faz perguntas | Curiosidade ativa | Devolver a pergunta |
| Dá palpites | Levanta hipóteses | Aceitar e testar |
| Compara | Classifica por critérios | Pedir o motivo |
| Registra | Organiza o pensamento | Desenho e frase |
Quais cuidados de segurança tomar?
Experiências de 1º ano devem ser sem fogo, sem produtos de limpeza e sem eletricidade. Escolha objetos grandes demais para serem engolidos e confira a lista de riscos de brinquedos e pequenos objetos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Lave as mãos depois de mexer com terra, plantas ou água parada. Não prove nada que esteja sendo testado.
Como adaptar para crianças com necessidades diferentes?
Ofereça sempre mais de uma forma de participar: observar, tocar, falar, desenhar ou apontar. Para crianças com autismo ou sensibilidades sensoriais, combine antes o passo a passo com cartões visuais e avise o que será tocado. Em turmas heterogêneas, trabalhe em duplas. Reveja também o guia de atividades do 1º ano para integrar ciências a leitura e escrita.
Como montar um canto de ciências em casa ou na sala?
Reserve uma prateleira ou uma caixa com lupa, régua, copos transparentes, folhas secas, pedras lisas e um caderno de observações. A criança escolhe um item por semana para estudar e conta aos colegas ou à família o que percebeu. Mude o conteúdo com as estações: sementes na primavera, folhas no outono, gelo no calor. Esse espaço torna a observação um hábito, e não um evento raro. Se houver irmãos menores, guarde objetos pequenos fora do alcance e use a caixa apenas com supervisão.
Como transformar uma pergunta da criança em investigação?
Quando a criança pergunta “por que a sombra muda de lugar?”, resista à resposta pronta. Devolva: “o que você acha?”. Em seguida, proponha um teste: marcar com giz a sombra de um objeto em três horários do dia. O resultado vira conversa, e a explicação sobre o movimento aparente do Sol entra no final, em linguagem simples. Esse caminho mostra à criança que perguntar é o primeiro passo da ciência. Registre as perguntas num painel da turma: algumas serão investigadas na semana, outras ficarão para depois, e isso também é aprendizado.
Quais erros evitar nas atividades de ciências?
Evite experiências de show, que impressionam mas não ensinam. Evite entregar o resultado antes do teste, porque tira a graça de descobrir. Evite exigir vocabulário técnico cedo demais. E evite pular o registro: sem ele, a experiência vira lembrança vaga. Por fim, não compare crianças que fazem palpites diferentes: o palpite errado, bem discutido, costuma ensinar mais do que o certo.
Como envolver a família nas investigações?
Peça que a criança leve para casa uma pergunta simples, como “o que acontece com o gelo ao sol?”, e traga a resposta observada. A família não precisa ter conhecimento técnico: basta observar junto, ouvir e fotografar ou desenhar. Na volta, a turma compara os resultados e conversa sobre as diferenças. Essa troca valoriza o saber de cada casa, aproxima escola e família e mostra que a ciência acontece em qualquer cozinha, quintal ou varanda, com materiais comuns e muita curiosidade.
Uma boa rotina é reservar um dia da semana para a “pergunta do dia”, em que a turma escolhe uma questão, levanta palpites e testa. Em quinze minutos, a criança vivencia o ciclo completo da investigação, e o hábito se fortalece com a repetição.
Como lidar com a criança que não quer sujar a mão?
Algumas crianças evitam terra, água ou texturas. Respeite o limite e ofereça luvas, pinças, colheres e potes transparentes para observar de longe. Com o tempo e sem pressão, muitas aproximam-se sozinhas. O importante é que a participação não dependa de tocar: observar, desenhar e registrar também é fazer ciência.
Quer folhas de apoio para o registro?
O registro é parte da ciência. O Genesis Kids Atividades é um acervo digital em PDF para imprimir, a partir de R$ 19,90, com folhas de cores, formas, memória e outras habilidades úteis para classificar e comparar. Conheça a página do produto e experimente as folhas gratuitas em amostras. Outras propostas em Por habilidade.
Mais propostas, no mesmo lugar.
Um acervo digital de atividades para selecionar, baixar e imprimir. Escolha entre o material principal e o plano com complementos, conforme a sua rotina. Conheça a oferta, veja o que está incluído e escolha com calma.
a partir de R$ 19,90
Conhecer os planos Genesis Kids Perguntas frequentes
O que se aprende em ciências no 1º ano?
Em geral, o corpo humano e os sentidos, os materiais e suas características, os seres vivos e o ambiente, além do hábito de observar, perguntar e registrar. O detalhamento depende do currículo da rede de ensino, então vale consultar o planejamento da escola antes de propor atividades em casa.
Como fazer experiências de ciências seguras com crianças de 6 anos?
Escolha materiais atóxicos e comuns, como água, copos, folhas e sementes, evite chama, produtos de limpeza e objetos pequenos que possam ser engolidos, e mantenha sempre um adulto por perto. Explique as regras antes e deixe a criança manipular, mas não provar o que está sendo testado.
A criança precisa decorar nomes científicos?
Não. No 1º ano, o foco está em observar, descrever com as próprias palavras e levantar hipóteses simples, como "acho que vai boiar". Os termos técnicos aparecem aos poucos, quando fazem sentido para a experiência. Vale mais a curiosidade do que a memorização.
Como registrar uma experiência de ciências?
Com desenho e frase curta: o que eu coloquei, o que eu esperava, o que aconteceu. Uma tabela de duas colunas, previsto e observado, funciona bem. Quem ainda escreve pouco pode ditar para o adulto. O registro ajuda a criança a organizar o pensamento e a lembrar da experiência.
Fontes e referências
- MEC — Base Nacional Comum Curricular (Educação Infantil e Ensino Fundamental)
- UNICEF Brasil — Desenvolvimento infantil
- SBP — Os perigos dos brinquedos
As propostas práticas são exemplos editoriais do projeto. Não representam certificação pedagógica nem recomendação clínica. Conheça nossa política editorial e envie uma correção.



