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Datas comemorativas · 2 a 6 anos

Atividades dia das mães na educação infantil: 6 ideias

Atividades dia das mães na educação infantil com sensibilidade a famílias diversas: cartões, receita de afeto e homenagem a quem cuida, por idade.

Para começar

O Dia das Mães pode ser trabalhado na educação infantil de forma acolhedora para todas as crianças, incluindo quem tem duas mães, dois pais, avós que criam, mães ausentes ou em luto. Este guia traz seis atividades: cartão aberto, receita de afeto, retrato de quem cuida, massagem de mãos, jogo de memória do carinho e um dia da família como alternativa.

As atividades do Dia das Mães na educação infantil ganham sentido quando falam de cuidado, e não de um modelo único de mãe. Há crianças criadas por duas mães, por avós, por tios, por pais que fazem tudo sozinhos, ou que perderam a mãe. Planejar com sensibilidade permite que todas participem e se sintam vistas.

Quando trabalhar o Dia das Mães?

No Brasil, o Dia das Mães é no segundo domingo de maio. Em 2027, será em 9 de maio. Como a data muda de dia a cada ano, planeje a semana anterior e confira o calendário. Muitas escolas oferecem, em maio, o Dia da Família, que pode ser conectado ao Dia Internacional das Famílias, em 15 de maio.

Em casa, o preparo costuma ser breve: uma tarde de desenho e um abraço bastam.

Como preparar de modo inclusivo

Antes de começar, converse com a equipe e as famílias. Pergunte quem as crianças gostariam de homenagear e deixe claro que qualquer pessoa que cuida é bem-vinda. Evite frases como “mamãe, te amo” impressas em modelos prontos; use a página em branco e o texto ditado pela criança.

Se uma criança está em luto ou não tem contato com a mãe, ofereça outro destinatário sem expô-la. Evite exigir fotos, presentes comprados ou participação em eventos que dependam da presença de uma mãe. Mantenha materiais simples: papel, giz, tinta atóxica, tecido e fita.

Quais atividades do Dia das Mães fazer?

1. Cartão aberto para quem cuida

Materiais: cartolina dobrada, giz de cera, adesivos.

Passo a passo: pergunte: “quem você quer homenagear?”. A criança desenha e o adulto escreve a frase ditada. Ela decide quando e como entregar. O destinatário pode ser mãe, avó, tia ou outra pessoa.

Faixa etária: 3 a 6 anos.

Adaptação: os menores usam carimbos de mão. Se a criança não quiser homenagear ninguém agora, guarde o cartão para outra ocasião.

2. Receita de afeto

Materiais: papel, lápis e panela de brinquedo.

Passo a passo: a criança “cozinha” uma receita de carinho: duas colheres de abraço, uma pitada de risada. O adulto registra. Misturem os ingredientes imaginários e “sirvam” em pratinhos de papel.

Faixa etária: 3 a 6 anos.

Adaptação: com crianças que gostam de falar, peça uma história sobre um momento especial. Para as quietas, o desenho já basta.

3. Retrato de quem me ajuda

Materiais: papel, tinta e pincel grosso.

Passo a passo: a criança pinta uma pessoa que cuida dela. Converse sobre o que essa pessoa faz: cozinha, conta histórias, leva à escola. Escreva o nome ao lado. Se quiser, ela pode desenhar mais de uma pessoa. Relacione com atividades sobre família.

Faixa etária: 3 a 6 anos.

Adaptação: crianças pequenas podem pintar com os dedos. Respeite as escolhas de cor e de forma.

4. Massagem nas mãos

Materiais: creme neutro (confirmando alergias) ou apenas toque suave, música calma.

Passo a passo: em duplas, a criança faz carinho nas mãos de um adulto com movimentos lentos. Depois conversa sobre como se sentiu. É um momento de calma e contato.

Faixa etária: 2 a 6 anos.

Adaptação: quem não gosta de toque desenha as mãos do adulto. Evite produtos perfumados para quem tem alergia.

5. Jogo do carinho

Materiais: figuras de gestos (abraço, beijo, conversa, cantar) em cartões.

Passo a passo: vire dois cartões e veja se combinam, como no jogo da memória. Cada vez que formar um par, converse sobre um momento em que alguém fez aquilo por ela. Combine com atividades sobre emoções.

Faixa etária: 4 a 6 anos.

Adaptação: com menos cartões para os pequenos. Aceite respostas diferentes de quem cuida.

6. Dia da família na sala

Materiais: papel pardo, almofadas, músicas.

Passo a passo: convide as famílias a passarem um tempo com as crianças em atividades de desenho, leitura e música. Quem não puder vir pode enviar um recado em áudio. Registre momentos em um mural coletivo.

Faixa etária: 2 a 6 anos.

Adaptação: para famílias com horário limitado, ofereça duas janelas diferentes. A presença de cada pessoa que cuida deve ser acolhida.

7. Álbum de pequenos cuidados

Materiais: folhas dobradas, giz de cera, grampeador (usado só pelo adulto).

Passo a passo: a criança desenha, em cada página, um gesto de cuidado que recebe: alguém que penteia o cabelo, que faz comida, que conta histórias, que leva à escola. O adulto escreve o que ela disser. No fim, o álbum pode ser entregue a quem ela quiser. Isso desloca o foco do presente para a percepção do cuidado cotidiano.

Faixa etária: 4 a 6 anos.

Adaptação: os menores fazem apenas uma página. Quem não quiser dar o álbum pode guardá-lo no próprio cantinho.

Como ajustar por idade

IdadeFocoComo propor
Berçário (até 2 anos)Contato e carinhoCanções de ninar, toque suave, impressão de mãos
2 a 3 anosGestos e desenho livrePintura com os dedos e massagem
4 anosDitar mensagensCartão, receita de afeto e retrato
5 a 6 anosEscrever e planejarFrases, nome do destinatário e mural

Cuidados com a sensibilidade das famílias

Evite divisões como “quem tem mãe” e “quem não tem”. Não peça fotos, não imprima modelos que exijam “mamãe” e não organize apresentações obrigatórias. Se a criança tiver luto recente, converse previamente com a família. Se uma criança quiser homenagear duas pessoas, aceite. O objetivo é celebrar o cuidado, qualquer que seja a forma.

O que observar

Perceba a reação das crianças: algumas ficam animadas, outras se retraem ou ficam agitadas. Ofereça escolha de destinatário e de formato. Se uma criança disser que “não tem mãe”, acolha com calma: “quem cuida de você?”. Registre apenas o que for necessário e converse com a coordenação, se preciso.

Como comunicar a proposta às famílias

Um aviso curto, enviado com antecedência, evita constrangimentos. Explique que a escola vai propor uma homenagem a quem cuida das crianças, que cada uma poderá escolher o destinatário e que a participação é opcional. Pergunte se há situações que a equipe deva conhecer, como luto recente ou afastamento, e garanta sigilo.

Evite convites que pressuponham a presença da mãe, como “traga sua mãe para o café”. Prefira “traga quem cuida de você”. Se o evento for no horário de trabalho, ofereça uma alternativa, como um vídeo curto, um cartão ou uma conversa por chamada. A ideia é que o afeto circule, não que a ausência seja notada.

Para continuar

Explore outras técnicas em atividades de artes. Para cartões coloridos, as folhas de cores em amostras são complementares e não são específicas do Dia das Mães.

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Perguntas frequentes

Quando é o Dia das Mães em 2027?

No Brasil, o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo de maio. Em 2027, cai em 9 de maio. As escolas costumam preparar as atividades nas duas semanas anteriores e, muitas vezes, fazem a homenagem em uma sexta-feira ou durante a semana.

Como fazer o Dia das Mães sem constranger crianças sem mãe presente?

Ofereça uma homenagem aberta a quem cuida: mãe, avó, tio, madrinha, pai, cuidadora ou outra pessoa querida. Converse antes com a família, deixe a criança escolher o destinatário e evite tarefas que dependam de ter uma mãe, como fotos ou presentes obrigatórios.

Qual é a alternativa ao Dia das Mães e Dia dos Pais?

Muitas escolas fazem o Dia da Família, em maio, quando se celebra o Dia Internacional das Famílias (15 de maio). A proposta reconhece arranjos variados e evita separar as crianças por homenagens. Também pode haver momentos para quem preferir celebrar mães e pais.

Que presentes simples as crianças podem fazer?

Cartões, desenhos, colagens, bilhetes ditados ao adulto, pinturas de mão e vales-abraço. Priorize o que a criança consegue fazer com autonomia e evite lembranças caras ou que exijam muita ajuda do adulto. O valor está no gesto, não no objeto final.

Fontes e referências

  1. MEC — Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental
  2. UNICEF Brasil — Desenvolvimento infantil

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