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Por habilidade · 5 a 7 anos

Atividades de adição e subtração com material concreto

Atividades de adição e subtração para o 1º ano: continhas até 10 com material concreto, jogos e problemas do dia a dia, com passo a passo e adaptações.

Para começar

Adição e subtração fazem sentido para a criança quando ela junta e tira objetos de verdade, conta, compara e só depois registra a conta. Este guia propõe atividades com material concreto, jogos e problemas do cotidiano para quantidades até 10, mostrando a progressão do concreto ao desenho e ao número, com adaptações e acompanhamento do adulto, sem pressa por decorar.

Atividades de adição e subtração funcionam melhor quando a criança junta e tira objetos de verdade, conta, compara e só depois registra a conta. A progressão vai do material concreto ao desenho e ao número, com quantidades pequenas, problemas do cotidiano e acompanhamento do adulto, sem pressa para decorar resultados.

No 1º ano, a criança é convidada a resolver problemas simples de juntar, acrescentar, retirar e comparar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe que isso aconteça com diferentes estratégias: contar, desenhar, usar os dedos, montar com objetos. Por isso, o primeiro passo não é a conta armada, e sim a vivência. Para a base de contagem, veja o guia de atividades de contagem e, para o reconhecimento dos números, o de atividades de numerais.

Qual é a progressão do concreto ao registro?

A criança passa por etapas, e é comum voltar a uma anterior quando o desafio aumenta.

EtapaO que a criança fazExemplo
ConcretaManipula objetosJunta 3 tampinhas com mais 2
PictóricaDesenha ou usa figurasDesenha 3 bolinhas e mais 2
NuméricaEscreve números e sinais3 + 2 = 5
MentalResolve sem apoio“Tenho 4 e ganho 1, fico com 5”

Pular etapas costuma gerar insegurança. Uma criança que acerta 3 + 2 no papel pode não entender o sentido, e o concreto ajuda a verificar isso.

Como brincar de juntar com o jogo das cestinhas?

  1. Materiais: duas cestas pequenas, 10 objetos grandes (blocos ou bolas de meia) e uma folha de papel.
  2. Passo a passo: coloque 3 blocos na primeira cesta e 2 na segunda. Peça que a criança conte cada cesta e depois junte tudo em uma bacia, contando de novo. Pergunte: “quantos havia antes? Quantos há agora?” Registre desenhando bolinhas e, depois, escrevendo o número.
  3. Mais fácil (5 anos): trabalhe apenas com até 5 objetos, sem escrever.
  4. Mais desafiador (7 anos): peça que a criança invente uma história com os números (“Pedro tinha 4 balas e ganhou 3”).
  5. Segurança: objetos grandes demais para engasgo, sempre com supervisão.

Como brincar de tirar com a história do bolo?

A subtração é a ideia de retirar, mas também de comparar e completar. Comece pelo retirar, mais intuitivo.

  1. Materiais: 8 círculos de papel (fatias de bolo), um prato e uma folha para registro.
  2. Passo a passo: coloque as 8 fatias no prato e conte com a criança. Conte uma história: “Chegaram 3 convidados e cada um comeu uma fatia”. Peça que retire 3 fatias e conte as que sobraram. Depois, registre: 8 – 3 = 5.
  3. Mais fácil: comece com 5 fatias e retire 1 ou 2.
  4. Mais desafiador: pergunte “quantas fatias sumiram?” mostrando o prato com 3 e dizendo que antes tinha 8.

Veja também a amostra gratuita de pequenas quantidades, que usa pratos e convidados para treinar a correspondência um a um, base das operações.

Como usar a trilha numerada para adicionar e subtrair?

  1. Materiais: uma trilha de 0 a 10 desenhada no chão com fita ou giz, um dado, uma tampinha como peão.
  2. Passo a passo: a criança coloca o peão em um número, joga o dado e anda para a frente (adição). No outro jogo, anda para trás (subtração). Antes de andar, prevê onde vai parar; depois confere contando os passos.
  3. Mais fácil: use um dado com pontos de 1 a 3.
  4. Mais desafiador: ofereça duas cartas, uma com ”+ 2” e outra com ”– 1”, e peça para decidir qual leva mais longe.
  5. Segurança: em trilha de chão, evite superfícies escorregadias.

Como explorar as combinações do 10?

Conhecer pares que somam 10 (1 e 9, 2 e 8, 3 e 7…) facilita muitas contas.

  1. Materiais: dez tampinhas, de duas cores, e uma cartela com dez casas.
  2. Passo a passo: a criança preenche a cartela com tampinhas de duas cores, por exemplo 4 vermelhas e 6 azuis. Escreve a conta: 4 + 6 = 10. Depois, troca de combinação: 5 + 5, 7 + 3. Ao final, observa que o total nunca muda.
  3. Mais fácil: use apenas cinco casas.
  4. Mais desafiador: peça ao adulto “esconder” parte das tampinhas e a criança descobrir quantas faltam para 10.
  5. Segurança: tampinhas pequenas, só com supervisão.

O guia de matemática na educação infantil conecta essas ideias às demais propostas da etapa.

Como brincar de lojinha para somar e tirar?

  1. Materiais: produtos de brinquedo ou embalagens vazias limpas, etiquetas com preços de 1 a 5 e moedas de papel ou tampinhas como “dinheiro”.
  2. Passo a passo: a criança é cliente e o adulto, vendedor, e depois trocam. O cliente escolhe dois produtos, soma os preços com as moedas e paga. O vendedor confere e devolve o troco quando sobra. Inverta os papéis para que a criança também confira as contas.
  3. Mais fácil: deixe cada produto com preço 1 e conte as moedas uma a uma.
  4. Mais desafiador: dê 10 moedas ao cliente e peça que calcule quantas sobram depois da compra.
  5. Segurança: moedas de papel ou tampinhas grandes, nunca moedas reais para crianças que ainda põem objetos na boca.

Como criar problemas do dia a dia?

Situações reais dão sentido: lanchar, guardar brinquedos, dividir figurinhas. Faça perguntas simples enquanto vivem o momento: “Temos 3 maçãs e vamos comer 1. Quantas ficam?” Peça que a criança invente também perguntas para você responder. Quando a criança cria o problema, entende melhor a estrutura. Anote os mais interessantes num caderno e depois revisitem desenhando. Problemas com personagens favoritos mantêm o interesse.

Quais cuidados e adaptações considerar?

  • Sessões de 10 a 15 minutos, com jogo e pausa.
  • Use quantidades pequenas até a criança contar com segurança.
  • Valorize a explicação (“como você descobriu?”) mais que a resposta.
  • Quem confunde ”+” e ”–” pode usar cores diferentes para cada sinal.
  • Para crianças que se frustram com erros, comece por jogos cooperativos, sem placar.
  • Se a dificuldade com números persistir ou causar sofrimento, converse com o professor; avaliação e acompanhamento cabem a profissionais da educação e da saúde.

Como conversar sobre o erro sem desanimar?

Quando a resposta vier errada, evite dizer apenas “errou”. Peça: “mostre com as tampinhas como você pensou”. Muitas vezes a criança contou o objeto de partida duas vezes ou esqueceu de tirar um item, e ao refazer com o material ela mesma percebe. Esse hábito de explicar e conferir constrói segurança para as operações mais complexas dos anos seguintes.

Quando passar para a conta armada?

Só depois que a criança resolve com segurança sem a conta armada. Comece com a conta escrita na horizontal (3 + 2 = 5), que é mais próxima do raciocínio, e só depois apresente a forma vertical. Mantenha o material concreto por perto para conferir. Se a criança erra, volte uma etapa em vez de repetir folhas. A pressa em passar às contas escritas é uma das causas mais comuns de insegurança com números nos anos seguintes.

Registre o progresso de forma leve: um caderno com desenhos das situações resolvidas mostra à criança quanto ela já fez, e ao adulto onde vale reforçar com novos jogos.

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Perguntas frequentes

Com que idade a criança começa a aprender adição e subtração?

As ideias de juntar e tirar aparecem cedo, em brincadeiras com poucos objetos. O registro formal das operações costuma ser trabalhado no 1º ano do ensino fundamental. Antes disso, vale contar, comparar e resolver pequenos problemas do cotidiano com objetos reais.

Por que usar material concreto nas continhas?

Porque a criança entende melhor a operação quando vê e manipula as quantidades. Tampinhas, blocos e peças de jogo mostram o que acontece ao juntar ou tirar. Depois do concreto, vêm o desenho e, por fim, o número, que fica mais fácil de compreender e menos mecânico.

A criança precisa decorar a tabuada de somar?

Decorar vem como consequência de compreender e praticar. Primeiro, a criança entende o que é juntar e tirar, depois explora combinações do 10, e aos poucos memoriza fatos. Jogos curtos e repetidos ajudam mais que cobrar listas de resultados sem sentido.

O que fazer se a criança erra as contas com frequência?

Volte ao material concreto e peça que explique em voz alta o que fez. Verifique se ela conta com segurança e se entende a pergunta. Erros são pistas de onde ajudar. Se a dificuldade persistir, converse com o professor para ajustar o caminho.

Fontes e referências

  1. MEC — Base Nacional Comum Curricular (Educação Infantil e Ensino Fundamental)
  2. MEC — Caderno de práticas, Educação Infantil
  3. UNICEF — Desenvolvimento infantil

As propostas práticas são exemplos editoriais do projeto. Não representam certificação pedagógica nem recomendação clínica. Conheça nossa política editorial e envie uma correção.

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