# Atividades sobre bullying na educação infantil: respeito

Canonical: https://blog.genesisprotocol.com.br/guias/atividades-sobre-bullying/
Autoria: Equipe editorial Genesis Kids, iniciativa de PixelAB - Genesis Protocol.
Atualizado em: 2026-10-31.

Bullying, segundo a Lei nº 13.185/2015, é violência física ou psicológica intencional e repetitiva, praticada sem motivação evidente, em relação de desequilíbrio de poder. Na educação infantil, a prevenção começa por respeito, empatia e pedir ajuda, e nem toda briga é bullying. Este guia traz seis atividades, sinais de alerta e orientações para escola e família.

**Atividades sobre bullying na educação infantil** não precisam usar a palavra com crianças pequenas. O foco está no que as sustenta: respeito pelo corpo e pelos sentimentos do outro, cooperação, empatia e coragem de pedir ajuda. Os adultos, por sua vez, precisam conhecer o conceito legal e saber quando e como agir.

## O que é bullying segundo a lei?

A Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015, institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Ela considera intimidação sistemática todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes. A lei também trata de atos de humilhação e discriminação.

Na primeira infância, muitas situações são conflitos pontuais: duas crianças disputam um brinquedo, uma empurra a outra, uma diz “não vou brincar com você”. Isso exige mediação, mas nem sempre é bullying. A repetição e o desequilíbrio de poder fazem a diferença, e quem avalia cada caso é a equipe pedagógica junto com as famílias.

## Por que trabalhar o tema desde cedo?

Porque os pilares da prevenção são aprendidos cedo. A [BNCC](/guias/campos-de-experiencia-bncc/) destaca o conviver, o respeito às diferenças e a expressão dos sentimentos. Uma criança que sabe nomear o que sente, reconhece o que machuca e conhece adultos de confiança está mais preparada para lidar com conflitos. Atividades de [emoções](/guias/atividades-sobre-emocoes/), [amizade](/guias/atividades-sobre-amizade/) e [convivência](/guias/atividades-familia/) são, na prática, formas de prevenção.

Outro ponto importante: crianças que agridem também precisam de cuidado. Em vez de rotular (“ele é mau”), busque entender o que está por trás do comportamento e ensine alternativas.

## Quais atividades fazer?

### 1. Termômetro das emoções

**Materiais:** cartões de rostos (feliz, triste, bravo, assustado), cartolina com setas.

**Passo a passo:** em roda, apresente os rostos e peça que cada criança aponte como está se sentindo e por quê. Depois, conte uma situação (“alguém não deixou o amigo brincar”) e pergunte como o amigo pode ter se sentido. Aprender a nomear emoções é a base para entender o outro. Cartas gratuitas do acervo estão em [amostras](/amostras/), e são complementares.

**Faixa etária:** 3 a 8 anos.

**Adaptação:** para crianças que falam pouco, use apenas apontar. Os maiores podem escrever uma palavra para cada emoção.

### 2. Fantoches: dizer “para, não gostei”

**Materiais:** fantoches de meia ou de papel, cenário simples.

**Passo a passo:** encene uma situação em que um fantoche pega o brinquedo do outro sem pedir. Pergunte às crianças o que o fantoche chateado poderia dizer. Pratique frases como “para, eu não gostei” e “me devolve, por favor”. Depois, deixe-as encenar. Em seguida, mostre como buscar um adulto: “professora, preciso de ajuda”.

**Faixa etária:** 4 a 7 anos.

**Adaptação:** quem tem medo de conflitos pode assistir primeiro e participar depois. Evite colocar uma criança real da turma como exemplo.

### 3. Mapa dos adultos de confiança

**Materiais:** folha, canetas, fotos ou desenhos dos adultos da escola.

**Passo a passo:** a criança desenha ou cola fotos de três adultos a quem pode recorrer: na sala, no pátio, em casa. Em roda, conversa sobre o que pode contar a eles. Reforce que pedir ajuda não é fraqueza, e que contar sobre algo que machuca é uma atitude de coragem. A família recebe uma cópia para reforçar em casa.

**Faixa etária:** 4 a 8 anos.

**Adaptação:** crianças que mudam de ambiente podem fazer um mapa para cada lugar. Para os que não leem, use apenas desenhos.

### 4. Brincadeiras cooperativas

**Materiais:** lençol, bolas, cordas.

**Passo a passo:** proponha jogos em que o grupo ganha junto: levar uma bola no lençol sem cair, carregar uma bola em uma corda. Quando uma criança erra, a turma incentiva. O adulto comenta o que viu: “vocês se ajudaram”. Isso treina cooperação e pertencimento, essenciais contra a exclusão.

**Faixa etária:** 3 a 8 anos.

**Adaptação:** adapte espaço e tempo para quem se cansa fácil. Evite jogos de eliminação, que podem expor quem sempre sai primeiro.

### 5. Livro sobre diferenças

**Materiais:** um livro infantil que fale de aparência, jeito ou origem diferentes de forma respeitosa.

**Passo a passo:** leia com pausas: “como ele se sentiu?”, “o que os amigos poderiam fazer?”. Depois, peça que cada criança desenhe algo que a torna única. Exponha todos juntos. A mensagem é que as diferenças fazem parte da turma e que ninguém deve ser zombado por ser como é.

**Faixa etária:** 4 a 8 anos.

**Adaptação:** quem tem dificuldade para concentrar-se na leitura pode ouvir em pequenos grupos. Não exponha crianças com características específicas como exemplo.

### 6. Combinados de convivência

**Materiais:** cartolina, canetas, adesivos.

**Passo a passo:** construa com a turma três combinados positivos, como “nos tratamos com gentileza”, “pedimos ajuda quando precisamos” e “escutamos quando o outro fala”. As crianças ilustram e assinam. Revise com frequência e ajuste quando preciso. Quando os acordos nascem do grupo, tendem a ser mais respeitados. Veja também sobre [birra e limites](/guias/como-lidar-com-birra/).

**Faixa etária:** 4 a 8 anos.

**Adaptação:** use imagens para os menores. Para quem tem dificuldade de se autorregular, uma ajuda individual, como um sinal combinado, pode reforçar o combinado.

## Como adaptar por idade?

| Idade | Foco | Como propor |
|---|---|---|
| 3 a 4 anos | Nomear sentimentos | Termômetro, brincadeiras cooperativas |
| 5 anos | Dizer “para” | Fantoches, frases prontas |
| 6 anos | Pedir ajuda | Mapa de adultos, combinados |
| 7 a 8 anos | Refletir | Livros, debates curtos, diário de emoções |

## Quais sinais de alerta observar?

Alguns sinais podem indicar que a criança passa por situações difíceis, mas também podem ter outras causas: não querer ir à escola, tristeza persistente, irritação, pesadelos, queixas de dor sem explicação, perda de objetos ou roupas danificadas, isolamento e queda de interesse nas atividades. Quando notar, acolha e pergunte com calma: “aconteceu algo que te deixou mal?”. Evite interrogatórios e frases como “reaja” ou “bata de volta”.

Procure a escola, registre os fatos de maneira objetiva e peça que a equipe acompanhe. Se houver sofrimento intenso, converse com pediatra ou psicólogo. A criança que agride também precisa de atenção, escuta e orientação.

## Quais cuidados tomar?

Não rotule as crianças (“valentão”, “vítima”). Não obrigue pedidos de desculpas vazios; ajude a reparar o que foi feito. Não exponha uma criança diante da turma. Evite punições coletivas e piadas sobre aparência, que normalizam a humilhação. Também é fundamental que adultos deem o exemplo: respeitar, escutar e pedir desculpas quando erram. Se as situações forem graves, envolva a gestão da escola e os órgãos competentes.

## O que observar nas crianças

Repare quem é frequentemente excluído, quem se isola no pátio, quem usa palavras que machucam e como a turma reage. Registre exemplos concretos, com datas, sem julgamentos. Essas anotações ajudam a escola a agir de forma coordenada com as famílias.

## Uma leitura de apoio para os pais

O **Manual Genesis Kids para Pais** (Manual de Preparação Psicológica Infantil, R$ 47,00) é uma leitura digital voltada ao adulto responsável, com reflexões sobre convivência e preparação emocional. Conheça o conteúdo e as condições na [página do produto](/produtos/genesis-kids-resiliencia/) ou na [loja](/loja/). É um material de apoio, e não substitui o acompanhamento de pediatra ou psicólogo.

## Referências
- [Planalto — Lei nº 13.185/2015 (Programa de Combate à Intimidação Sistemática)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm)
- [MEC — Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental](https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf)
- [UNICEF Brasil — Desenvolvimento infantil](https://www.unicef.org/brazil/desenvolvimento-infantil)

## Sobre esta publicação
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