# Atividades de inclusão no Dia Nacional de Luta: 6 ideias

Canonical: https://blog.genesisprotocol.com.br/guias/atividades-dia-da-crianca-especial/
Autoria: Equipe editorial Genesis Kids, iniciativa de PixelAB - Genesis Protocol.
Atualizado em: 2026-10-31.

O 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, instituído pela Lei nº 11.133/2005. A data pode abrir conversas sobre diferenças, acessibilidade e direitos na educação infantil, sempre com respeito. Este guia traz seis atividades de inclusão: somos parecidos e diferentes, caminhos acessíveis, gestos e libras, jogo às cegas, cooperação e mural de direitos, com adaptações.

**Atividades de inclusão no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência** ajudam a criança a perceber que as pessoas são diferentes, que cada uma tem direitos e que o ambiente pode ser pensado para que todos participem. A data, 21 de setembro, é um bom ponto de partida, mas o respeito se constrói todos os dias.

## Quando trabalhar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência?

A [Lei nº 11.133/2005](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11133.htm) instituiu o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência em **21 de setembro**. O termo “portadora” está desatualizado: hoje se diz **pessoa com deficiência**, como na [Lei Brasileira de Inclusão](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm). É uma data de reflexão e de luta por direitos, não de comemoração festiva. A semana do 21 de setembro é o momento ideal, mas o tema deve aparecer o ano todo.

## Por que falar de inclusão com crianças pequenas?

As crianças percebem diferenças desde cedo e perguntam sem filtro. Responder com naturalidade evita preconceitos e constrói empatia. Na [BNCC](/guias/campos-de-experiencia-bncc/), o respeito às diferenças e a convivência fazem parte do campo “O eu, o outro e o nós”. Este guia complementa o de [educação inclusiva](/guias/educacao-inclusiva-atividades/) e o de [habilidades sociais](/guias/habilidades-sociais-atividades/). A ideia é mostrar que a barreira não está na pessoa, mas no ambiente que não foi pensado para todos.

## Quais atividades de inclusão fazer?

### 1. Somos parecidos e diferentes

**Materiais:** espelho, papel, lápis de cor, fotos da turma.

**Passo a passo:** cada criança se olha no espelho e desenha o próprio rosto. Depois a turma compara: cabelos, olhos, alturas, jeitos de andar, de falar, de brincar. Conclua: “somos diferentes e todos importam”. Monte um painel com os desenhos e a frase da turma, sem destacar nenhuma característica de forma negativa.

**Faixa etária:** 3 a 6 anos.

**Adaptação:** crianças cegas exploram rostos com as mãos, se quiserem. Quem não gosta de se olhar desenha um amigo.

### 2. Caminhos acessíveis

**Materiais:** fita crepe, cadeira de rodas de brinquedo ou carrinho, caixas.

**Passo a passo:** monte um percurso com obstáculos e um caminho mais largo. Pergunte: por onde um carrinho passa? E uma cadeira de rodas? Converse sobre rampas, portas largas e banheiros adaptados. Depois, observe o pátio da escola: o que poderia melhorar? Registre as ideias num cartaz.

**Faixa etária:** 4 a 6 anos.

**Adaptação:** convide uma pessoa com mobilidade reduzida para conversar, se possível. Nunca peça a uma criança com deficiência que “demonstre”.

### 3. Gestos e libras

**Materiais:** cartões com sinais básicos (oi, obrigado, amigo), vídeo curto.

**Passo a passo:** aprenda com a turma três sinais em libras, como “oi”, “obrigado” e o sinal do nome de cada criança, se possível com ajuda de um intérprete ou de um vídeo confiável. Pratique em roda. Converse sobre as várias formas de se comunicar: falar, gesticular, desenhar, usar pranchas. Veja a [comunicação alternativa](/guias/prancha-de-comunicacao/).

**Faixa etária:** 3 a 6 anos.

**Adaptação:** se houver criança surda na turma, peça que ela ensine os sinais, se desejar. Valorize a língua como cultura.

### 4. Jogo às cegas

**Materiais:** vendas macias, objetos de texturas variadas, caixa.

**Passo a passo:** por alguns minutos, a criança vendada identifica objetos pelo toque, com o apoio de um colega. Depois conversam sobre como os outros sentidos ajudam. Evite transmitir a ideia de tristeza: foque em estratégias e na importância de ajudar quando a pessoa pede.

**Faixa etária:** 4 a 6 anos.

**Adaptação:** quem se incomoda com venda fecha os olhos ou vira de costas. Acompanhe sempre de perto.

### 5. Jogo cooperativo

**Materiais:** paraquedas de tecido ou lençol grande, bola leve.

**Passo a passo:** todos seguram as bordas do tecido e fazem a bola rolar sem cair. Cada criança contribui como pode: sacudindo, segurando, avisando. Converse: o que ajudou o grupo? Todos têm papéis importantes. Adapte as funções para que ninguém fique de fora.

**Faixa etária:** 3 a 6 anos.

**Adaptação:** crianças com mobilidade reduzida seguram o tecido sentadas. Quem se incomoda com barulho recebe papel mais calmo.

### 6. Mural de direitos

**Materiais:** cartolina, tintas, recortes, carimbos.

**Passo a passo:** converse sobre direitos simples: brincar, estudar, ser respeitado, ser ouvido. Cada criança desenha um direito que acha importante. Exponha o mural e explique às famílias que a luta de pessoas com deficiência é por direitos, não por favores. Conecte com a [Lei Brasileira de Inclusão](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm), em linguagem adulta, para o professor.

**Faixa etária:** 4 a 6 anos.

**Adaptação:** quem não desenha dita a frase. Os maiores podem escrever.

## Como responder às perguntas das crianças?

“Por que ele usa cadeira de rodas?” Responda com simplicidade: “as pernas dele funcionam de outro jeito, e a cadeira o ajuda a se locomover”. Se a criança perguntar diretamente à colega, estimule o diálogo respeitoso: “você pode perguntar, e ela pode contar se quiser”. Evite frases como “coitadinho” ou “ele é especial”. Prefira falar de capacidades, necessidades e direitos. Se não souber a resposta, diga e pesquise junto.

## Como preparar a equipe e as famílias?

Antes do projeto, converse com colegas e com a coordenação sobre vocabulário e abordagem: falar em pessoa com deficiência, evitar “especial” como eufemismo e “portador”, e não tratar a deficiência como doença. Envie um bilhete simples às famílias explicando o que será feito, para que possam conversar em casa. Se houver crianças com deficiência na turma, pergunte à família, com antecedência, como a criança gostaria de participar. Isso evita surpresas e garante que a atividade seja realmente inclusiva.

## Como sustentar o tema depois da data?

Uma semana não resolve a inclusão. Depois, mantenha práticas contínuas: materiais com alto contraste, espaços livres de obstáculos, cartões de rotina com imagens, uso de gestos e sinais em roda, jogos cooperativos. Revise o ambiente a cada mês: tudo está ao alcance de todos? Alguém fica sempre de fora de alguma brincadeira? Pergunte às próprias crianças o que poderia ser melhorado. Essas pequenas mudanças tornam a inclusão parte do cotidiano.

## Como ajustar por idade

| Idade | Foco | Como propor |
|---|---|---|
| 3 anos | Perceber diferenças | Espelho, jogo cooperativo |
| 4 anos | Conhecer formas de ajudar | Caminhos acessíveis, libras |
| 5 anos | Pensar no coletivo | Mural de direitos, cartaz |
| 6 anos | Propor mudanças | Lista de melhorias, conversa |

## Como registrar o projeto?

Organize um mural com os desenhos de “somos parecidos e diferentes”, as ideias de melhoria do pátio e o mural de direitos. Evite fotografar crianças com deficiência de forma isolada ou como símbolo da data. Guarde as perguntas que a turma fez e as respostas dadas, para consulta em outros momentos. O registro mostra o que a turma compreendeu e ajuda a equipe a planejar ações contínuas de inclusão ao longo do ano.

## Quais cuidados tomar?

Converse antes com as famílias de crianças com deficiência para combinar como participar. Evite atividades que ridicularizem ou simulem sofrimento. Vendas e obstáculos devem ser usados por pouco tempo e com supervisão. Cuide para que os materiais sejam acessíveis a todos (tamanho, contraste, textura). Não use a data para destacar uma criança como exemplo.

## O que observar nas crianças

Veja se a criança usa linguagem respeitosa, oferece e aceita ajuda, e pergunta com curiosidade. Registre falas, como “ela também quer brincar”, e retome-as nas rodas.

## Como evitar a pena e valorizar a pessoa?

Fale sempre de capacidades e de direitos, e não de limitações. Em vez de “coitado”, prefira “ele usa a cadeira para se locomover”. Evite exibir pessoas com deficiência como inspiração ou exemplo de superação, e mostre-as em papéis cotidianos: professores, artistas, amigos, pais. Convide pessoas com deficiência para conversar sobre seu trabalho ou sua vida, em vez de apenas falar sobre elas. A autonomia e a voz delas são o centro da data.

## Para continuar

Veja o hub de [datas comemorativas](/categoria/datas-comemorativas/) e as [atividades de amizade](/guias/atividades-sobre-amizade/). A folha de formas gratuita em [amostras](/amostras/) é complementar e serve para comparar semelhanças e diferenças, sem ser específica do tema.

**Genesis Kids Atividades:** acervo digital em PDF para imprimir, a partir de R$ 19,90. Veja o [produto](/produtos/genesis-kids-atividades/) ou a [loja](/loja/). Nada disto exige compra.

## Referências
- [Planalto — Lei nº 11.133/2005 (Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência)](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11133.htm)
- [Lei nº 13.146/2015 — Lei Brasileira de Inclusão](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm)
- [MEC — Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental](https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf)

## Sobre esta publicação
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